segunda-feira, 13 de junho de 2011

O julgamento

Narrador: Carlos é arrastado pelos policiais até o tribunal, e começa a gritar sem entender o porquê daquela situação desagradável.

Carlos: O que estou fazendo aqui?

O juiz Ar: Você está sendo julgado pelos seus atos, a natureza vem reclamando de sua poluição a anos, a situação se tornou insustentável, chegamos ao nosso limite. Você tem direito a um advogado, e o único advogado no tribunal que se propôs em ajudá-lo, foi o Dr. Fogo, A advogada de acusação será a Dra. Água

Carlos: Mas não fiz nada contra a natureza tenho certeza de que meu advogado irá confirmar o que falo, e provar...

O juiz Ar: Silêncio no tribunal! A palavra será passada a advogada de acusação.

Dra. Água: O réu em questão está sendo julgado, pela poluição da natureza. Mas qual é o ponto em questão que devo ressaltar? Há várias acusações contra ele. Ele derrubou várias árvores e demorava muito para repô-las novamente, o lixo da usina do réu em questão iria direto para os lagos, prejudicando os animais que habitam naquela lagoa.

Dr. Fogo: Protesto!

O juiz Ar: Protesto negado. Prossiga a advogada de acusação.

Dra. Água: Continuando, a natureza foi se degradando com as poluições causadas, pelo o ser humano, e o principal culpado de tudo isso é o réu em questão. Ele não se importou com a lei de nº 6.938 que instituiu a Política Nacional do Meio ambiente, que prevê como objetivo geral, a preservação, melhoria e recuperação da qualidade ambiental. Da mesma forma ele ignorou o art.225. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações. Portanto, considero-o culpado.

Juiz Ar: Passo a palavra para o advogado de defesa.
Dr. Fogo: Foram várias as acusações que foram apontadas ao meu cliente. Ele derrubou arvores sim, mas ele tinha legalização do SISNAMA (Sistema Nacional do Meio Ambiente) para fazer tal ato. Quanto ao fato das dele demorar para repô-las, era porque demorava para chegar as sementes necessárias, mas ele nunca deixou de plantá-las. Meu cliente é cauteloso quanto ao meio ambiente. A poluição do rio ocorreu quando o meu cliente viajou, porque ele não estava para supervisioná-la. Portanto considero-o inocente de tais acusações expostas pela Dra.

Juiz Ar: A Dra. ainda tem algo a falar?


Dra Água: Tenho sim meritíssimo. Quero lhe mostrar provas de minha afirmação. Nessa primeira foto é quando os trabalhadores cortam as árvores e as deixam lá por uns quatro dias, a segunda foto é quando eles vão retirá-las do local e na terceira foto é depois de 10 dias, é quando eles vão plantar a semente.


Juiz Ar: E o advogado de acusação tem algo a falar?


Dr. Fogo: Não meritíssimo.


Juiz Ar: Portanto, diante de tais afirmações citadas hoje o réu é considerado culpado, e levará uma pena de 7 anos.
Narrador: Marcos acorda e vê que está em sua casa, ele fica feliz de tudo aquilo ter passado de um sonho, e decide ir imediatamente a sua usina e concertar os erros que havia nela, a partir desse dia, ele sempre supervisiona a sua usina, e faz de tudo para que ela não polua a natureza.



Autora: Vanessa Batista





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